domingo, 26 de agosto de 2012


"Be soft.
Do not let the world make you hard.
Do not let pain make you hate.Do not let the bitterness steal your sweetness.Take pride that even though the rest of the world may disagree, you still believe it to be a beautiful place."— Kurt Vonnegut 

Apenas uma quote, pois essas terras de tupiniquins não me deixam ficar on.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

miss simpatia

Há alguns anos, trabalhei com um fotógrafo que era uma simpatia.

Eu era a editora de uma série de vídeos. O trabalho exigia que eu e a equipe passássemos cinco dias juntos, andando e filmando para lá e para cá. Não me lembro de ninguém dessa equipe. A não ser, claro, do fotógrafo. Cerca de cinqüenta anos, cheio de casos engraçados sobre o trabalho, a família, as viagens, a vida. Cumprimentava todo mundo calorosamente, sorria sem parar. A típica pessoa simpática. Eu, claro, gosto de pessoas simpáticas. Gostei de todo mundo da equipe, mas gostei mais dele. Quando o trabalho acabava, era com ele que eu conversava sobre o trabalho, a família, as viagens, a vida. Superlegal.

Bom. No último dia de trabalho, esse fotógrafo simpático me ferrou. Foi uma coisa meio vilão de novela, com direito a mentira, difamação e fuga. Me passou para trás, mesmo. Tive o maior trabalhão para desmascará-lo para a empresa que tinha me contratado. Foi a primeira e última experiência profissional que tive desse tipo. Foi também a primeira e última vez que usei a palavra “desmascará-lo”.

Naquele dia, cheguei em casa péssima. Um amigo deu o azar de me ligar justamente nessa hora. Foi para ele o desabafo. Ele mal entendia a história, porque eu só conseguia dizer:

– Mas ele era tão simpático!

Esse meu amigo é executivo. Ele comanda uma grande equipe numa grande empresa e trabalha com pessoas simpáticas e antipáticas há muitos anos. Mas trabalho, mesmo, ele teve comigo, quando tentou me explicar o óbvio: uma pessoa antipática pode ser a mais leal de uma equipe. E uma supersimpática pode ser justamente a que vai te ferrar.

– Não pode ser – teimei. – Pessoas simpáticas são ótimas! Quem não prefere ter um chefe simpático?
– Você prefere um chefe simpático ou um chefe justo?

Esse meu amigo é bem persuasivo.

Desliguei o telefone pensativa. Comecei a me lembrar das pessoas simpáticas que tinha conhecido ao longo da minha vida. Depois, das antipáticas. As meio-termo ficaram de fora. Eu só queria me lembrar de pessoas como o fotógrafo, uns amores, mas não exatamente confiáveis. Lembrei. Também lembrei o oposto: pessoas antipáticas que sempre mereceram minha confiança.

Claro, também encontrei simpáticos confiáveis e antipáticos de caráter duvidoso, mas isso não ajudava em nada meu aprendizado recém-conquistado na conversa com meu amigo, então viva o maniqueísmo!

Fui tomar meu banho arrasada. Simpatia não garante NADA. E eu, que sempre procurei ser simpática com os vizinhos, o porteiro etc. Às vezes, sou simpática porque estou num dia simpático, mas, às vezes, me esforço para dar sorrisos e tal. Para quê? Simpatia não mostra nada sobre o caráter, a índole, a alma de uma pessoa. Na verdade, em tempos de relativismo, nem sei se cabe falar em caráter, índole, alma – sobre essa última, ainda podemos alegar que a metafísica morreu no século 18. O ponto é: naquele dia, melhorei meu vocabulário e aprendi que “simpático” não é sinônimo de “legal”.

Mas é claro que, no meu trabalho seguinte em equipe, meses depois daquele, me deparei com outra pessoa supersimpática. Afinal, elas estão em toda parte. Dessa vez, era uma mulher, dessa vez, uma jornalista. Ai, que simpatia. Dessas pessoas simpáticas que só perguntam seu nome uma vez e já vão decorando como você se chama, como seu marido se chama, como você costuma pedir seu café. Prestam atenção a tudo, contam casos espirituosos, se abrem na medida certa, não falam de mais, nem de menos, sorriem. Enfim, o tipo da pessoa que me faz pensar, sem nem conhecê-la direito: “Que pessoa bacana!”

Nem preciso dizer que esqueci tudo o que tinha aprendido com o episódio do fotógrafo e com os conselhos do meu sábio amigo.

Porque ser simpático pode não significar nada, mas e daí? Não me importo: eu simplesmente adoro quando as pessoas são simpáticas comigo. Me sinto querida, meu humor fica bom, meu dia fica bom. Pode não significar nada, mas tudo tem que significar alguma coisa?

Está resolvido. Se eu cruzar com alguém não muito confiável, que essa pessoa não me faça aturar, além da sua falta de confiabilidade, a sua cara amarrada. Se alguém for desleal comigo, que, pelo menos, seja desleal depois de um cafezinho regado a conversas bem simpáticas. Porque, afinal, como diria Casimiro de Abreu, simpatia é quase amor.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

lembrar de esquecer

Já faz algum tempo que estamos nesse jogo. Talvez, um ou dois anos. No começo doía. Não entendia. Até porque julgava que era seu jeito. Vivias ocupado entre os vinhos, a casa, a irmã, seu trabalho e a faculdade. Porque iria se lembrar de mim? Mas, quando eu já estava me acostumando com sua ausência o telefone tocava, era você. Eu escutava o: Minha menina. E derretia o meu coração, por mais congelado que estivesse. Afinal, eu tinha voltado a ser sua menina e até que você se lembrasse de me esquecer ficaríamos juntos, todos os dias, todo o tempo. Era gostoso.
E quando eu começava a me acostumar contigo, a pensar em te chamar de meu menino. Você sumia, se  metia no buraco mais fundo do mundo. Não tinha como te achar. Eu acho, afinal nunca cheguei a te procurar. Será esse meu erro? No fundo você queria a minha atenção quando sumia? Bom isto jamais saberei. Eu cheguei a gostar de ti, desse jeito estranho de ser. De como me fazia sentir segura e insegura ao mesmo tempo. Mas com tantas lembranças e deslembranças em uma das vezes eu esqueci de lembrar que era você. O telefone tocou, escutei o minha menina. Mas a essa altura eu já era a menina de outra pessoa e sua voz me soou estranha. Então o seu poder, da suas palavras, não fizeram efeito em mim.
Esses dias te encontrei na rua e você estava com uma garota e logo eu pensei: ali está outra menina que está sendo esquecida de ser lembrada. Vai demorar, mais um dia ela vai perceber seu jeito torto de ser. E se ela se importar, mais do que me importei com você. Talvez vocês fiquem juntos. Espero que sim, pois eu só me lembro de você quando você me procura. Então isso não é nem gostar. É apenas comodidade e faz tempo que eu não procuro isso, alias. Nunca cheguei a procurar, isso eu nunca precisei ser lembrada e nem nunca esqueci. Diferente de você que vive precisando esquecer de me lembrar ou lembrar de me esquecer...


 Um ótimo dia para todos hoje. Nós falamos mais tarde ;)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

idas e vindas

quantas vezes eu já parei com isso tudo? me desliguei dessa vida "computadorizada". fui sentir o ar bater no rosto. a alegria de ver um sorriso. de tomar um copo com os amigos. é, foram várias. mas eu sempre volto. me dá saudades. me lembro de como era gostoso, de tudo o que eu tinha. ai eu volto. meu corpo já me mostra que não ando acostumada com isso. dói o braço. dói os olhos. mas sei que logo ele se acostuma. é ser humano é burro, vive se prejudicando. eu vivo me prejudicando. quando tudo está muito bem, eu tenho que estragar tudo. tenho que fazer minhas idas e vindas. essa sou eu. não me julguem, eu já faço isso melhor que ninguém. além disso, eu não paro em nenhum lugar. sou inquieta. preciso dessas idas e vinda. estive onde nasci por muito tempo, depois disso julguei nunca mais voltar. mas vou voltar, faltam poucos dias. vou pisar naquela casa em que o quarto tem o teto mais familiar de todo o mundo, onde passei tantas noites olhando para ele. vou sentir aquele abraço gostoso de quem realmente se importa comigo. mas não é para ficar de vez. nunca é. já disse, vivo de idas e vindas. eu volto para onde estou agora. para essa vida que, por enquanto, me faz feliz. por quanto tempo vou durar nela? ninguém sabe.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

daqueles amores que nunca acaba

a gente teve mais uma daquelas discussões bobas ontem a noite. e eu prometi que iria voltar a escrever, que você não escutaria mais meus problemas. é somos estranhos.
mas hoje eu só vou falar que aquela música nossa não sai da minha cabeça...que eu andei procurando você em varias outras pessoas e não achei e nunca vou achar. e é absurdo o quão a gente encaixa. que até quando estamos brigando eu continuo gostando de você...
idiota! eu sei, é isso que você deve me chamar. mas tudo bem, eu também me chamo assim...
vem aqui, me abraça e diz que tudo vai ficar bem. porque eu quero você aqui comigo! quero que nosso amor seja nosso de novo. eu parei tanta coisa por você! você parou tanta coisa para mim!
tá confuso isso, né? então só me perdoa por tudo, ok? eu prometo voltar a ser quem eu era...

domingo, 8 de janeiro de 2012

to com o saco cheio desse blog cocô